Para quem não me conhece, meu nome é Khadija Saad, e criei esse blog para todos aqueles que como eu, são apaixonados pelos encantos e mistérios dessa arte oriental!
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
"Dabke"
A palavra “dakbe” significa bater no chão com os pés.
Está é a origem da dança folclórica do povo libanês: ato de amassar o barro ao lado da comunidade e de cantar e alegrar-se com o trabalho.
No passado, antes das telhas terem sido instalados nas casas libanesas, os seus telhados eram planos e feitos de ramos cobertos com lama.
Na mudança das estações, entre o outono e inverno, a lama viria a rachar e começaria a vazar, e precisava ser recompactada.
Para auxiliar no trabalho, os aldeões se reuniam, subiam nos telhados e, de mãos dadas, formavam uma fila e batiam os pés enquanto caminhavam no telhado para recompactar a lama e garantiam proteção a família que vivia sob aquele teto.
A dança que representa trabalho e união ganhou as praças das aldeias e acabou se transformando em ritual de celebração e colheita, em meados de setembro.
As roupas são festivas. Os homens usam alças tradicionais, de nome shiruel, e botas, invariavelmente.
Uma faixa vermelha é colocada na cintura e pode apresentar outras cores. Coletes compõem o conjunto, e podem ser negros ou de cores variadas. Na cabeça os homens usam o tarbush, um chapéu cônico avermelhado conhecido em vários países como “Fez”, com uma faixa amarrada junto a testa.
Também é comum homens dançarem sem nada na cabeça ou então com o kefyeh, lenço do turbante.
As roupas das mulheres são mais coloridas, para provocar contraste com as masculinas. Algumas vezes, usam cestos de palhas ou jarros na cabeça para executar coreografias.
O dabke é constituído de uma longa fila, em que todos executam os mesmos passos. Na ponta, ficam dançarinos mais hábeis, que realizam evoluções arrojadas. Os adereços usados não são muitos. O masbaha é um deles – compõe-se de um colar de contas – que é girado por quem está “puxando” o dabke.
A dança é acompanhada pelo derbake (tambor feito com cilindro de argila sobre o qual é esticada uma pele de cobra), ney (flauta longa de bambu) e mijwiz (flauta embarrilhada dupla de alta diapasão).
A base de todos os dabkes é um som chamado daloonah, sobre o qual se desenvolve o canto e as evoluções da dança.
Assim é a dança folclórica nacional do Líbano. Em alguns vilarejos nas montanhas daquele país, esta tradição ainda é respeitada.
No entanto, vários grupos e festivais retomaram a antiga dança profissionalmente, a partir dos anos 1960. É o caso da companhia teatral Anwar, fundada por Wadiha Jarrat, muito famosa em todo o Oriente e que estabeleceu um padrão de excelência para o dakbe.
Wadiha Jarrat era capaz de recrutar um grande número de dançarinos que ela usava durante festivais chamados Baalbek. Eram filas espetaculares de homens mulheres que davam as mãos e avançavam em direção a platéia, os pés batendo no chão em uníssono, levando os teatros a baixo e gerando irreprimível entusiasmo entre a audiência.
Jarrat colaborou com os irmãos Rahbani e Fairuz, a diva contemporânea mais venerada no Líbano, criando a Opereta Libanesa, baseada em lendas folclóricas daquele país.
Graças a esse renascimento, atualmente escolas de todo o Líbano ensinam o dabke aos seus alunos. Pequenas companhias apresentam-se por todo o país, quanto clubes locais realizam o chamado “Jantar de Aldeia”, que acontece anualmente em agosto.
Khadija Saad
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Variações para Saidi-sequência ensinadas por Farida Fahmy
A sequencia a seguir foi aprendida no Cairo no festival de 2005
Farida Fahmy
Conhecida por ter sido a parceira única de Mahmoud Reda, o que esta bailarina tem a oferecer é uma qualidade técnica peculiar e elegância ímpar. Seus deslocamentos são variados e muito leves.
• Concentração como principal definição qualitativa ao dançar.
• Diferença entre deslizar sem perda de eixo central, e troca real de peso entre os pés.
Variações para Saidi Especial para grupos e alinhamentos especiais.
1. Troca simples com pliê / Deslizamento
2. Troca simples com acento ascendente baixo cima.
3. Troca simples com colocação diagonal seguida do acento inicial mais básico egípcio sem flexão dos joelhos.
4. Troca simples com pontuação de tronco trás, recuo tronco superior com troca de peso para o pé que está posicionado atrás. Mantendo postura.
5. Troca simples com pontuação de pernas, a frente e atrás, quando vou a frente projeto a pélvis, quando retorno, escondo a mesma região. Joelhos em extensão, utilizando calcanhar para pontuar a pulsação da música.
6. Transferência lado a lado, com andada cruzada mais giro antes de efetuar mais uma vez a troca simples com flexão de joelho.
7. Transferência através de redondo grande para troca de diagonais.
8. Transfer, com redondo grande, virando para diagonal. Ao terminar este passo, se comecei do E para D, termino do lado E, transfiro peso para perna direita e executo com a perna livre, neste caso a E, ½ oito fora diagonal a frente, ½ oito dentro diagonal atrás.
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