sexta-feira, 25 de março de 2011

Khaleege ou Raks El Nacha´at

Khaleege em árabe significa Golfo, e é uma dança também conhecida como Raks El Nacha´at.


É uma dança folclórica que se originou no Golfo Pérsico (área da Península Arábica que envolve Bahrain, Emirados Árabes, Quatar, Arábia Saudita, Kwait, Oman).

Tradicionalmente feita por mulheres e em grandes círculos, mas hoje homens também podem dançar.

A roupa típica é uma bata larga e cumprida, de um tecido fino, com bonitos bordados na frente. Por baixo, pode-se usar calça "jeannie" ou vestido. As bailarinas profissionais podem usar a roupa tradicional de 02 peças usadas na dança do ventre. Não se usa nada no quadril. Nestes estilos, usa-se uma marcação muito simples com o pé (lembra um movimento pequeno e rápido, feito na areia do deserto), movimentos de ombros e cabeça, enfatizando o balanço dos cabelos. As mãos batendo no corpo,certamente é de influência cigana. Marcam o quadril ajustando a bata a ele. A destreza com a bata e a agilidade das mãos é imprescindível.

É costume as mulheres usarem incenso, de forma que a fumaça entre pela bata. Assim, o aroma é espalhado enquanto executam os movimentos com ela.

O ritmo utilizado é o Khaleege ou Soudi.


Khaleege Feminino


A principal característica que percebemos nesta dança é a famosa "ginga", a dançarina precisa movimentar os ombros, balançar o corpo para frente e para trás. Um pé fica na frente do outro nos deslocamentos, e a jogada de cabelos é essencial.

Além dessa expressão do corpo, evidente quando ouvimos o ritmo soudi, podemos utilizar alguns movimentos mais elaborados com as mãos e os braços, mas nada "Imagem & Ação", você não precisa simular o fogo crepitando nas areias do deserto (eu já vi...), mas fazer um charme, tocando a testa com o pulso nos dois lados da mão (em forma de concha), no peito (podemos colocar uma das mãos no peito quando jogar o cabelo), bater os pulsos (com delicadeza), e por aí vai.

A túnica do Khaleege é outra característica marcante deste folclore: chamada Tobe el Nashar, a longa túnica apresenta cores fortes, é bordada e muitas vezes possui uma textura ou bordado brilhantes, e é usado por cima de alguma roupa (muitas dançarinas do ventre usam o cinturão e o bustiê por baixo nas apresentações). Esta túnica ainda pode ser usada para compor os passos, ao segurá-la nos giros e nos deslocamentos. Os cabelos longos são fundamentais para compor este visual, devem vir soltos, podendo usar arcos para enfeitá-los.




Khaleege Masculino



Este folclore é uma dança beduína, os passos basicamente são a famosa "ginga" e um quê de malabarismo. Os homens dançam com o bastão ou com um rifle (Yoolah), o primeiro serve como uma espécie de apoio, para balançarem para frente e para trás em fila, também movimentando-o de forma semelhante ao Saidi (segurando com os braços para cima e o apoiando no ombro) e o segundo o giram sem parar, o jogando para cima e também usando como apoio. Os homens, além disso, dão uns saltinhos - tímidos - para acompanhar o acento do ritmo, semelhante ao das mulheres.

A roupa deste folclore é a roupa tradicional dos árabes do Golfo Pérsico. Isto é, muitos deles não usam só essa roupa para dançar, mas na sua vida cotidiana também.

                                                          Khadija Saad

quinta-feira, 24 de março de 2011

Como se tornar uma boa Professora



Muitas dançarinas ao cruzarem a fronteira entre a mera curiosidade e o domínio da técnica básica na dança do ventre almejam se tornar professoras, de forma a perpetuar essa prática que encanta tantas pessoas em todo o mundo.


Entretanto, muitas ficam deslumbradas com seu progresso e não conseguem avaliar criticamente seu potencial como professora, o que é diferente de seu potencial como dançarina.


Dessa forma, dispomos aqui abaixo algumas dicas simples, mas importantes, para a formação de uma professora de dança do ventre. Provavelmente você perceberá que não é nada de mais, mas ter em mente aquilo que é importante para suas alunas será o seu diferencial como professora de qualidade.


Autocrítica é fundamental. Antes de anunciar suas aulas, pergunte a si mesma: você realmente está pronta para isso? É claro que quando estamos empolgadas com um projeto desse tipo nem paramos para pensar se dominamos mesmo a técnica ou se vamos ter a disposição suficiente para ensiná-la. Mas lembre-se de que você será responsável por passar conhecimento a outras pessoas (afinal, você será uma professora como todas as outras, de português, matemática, etc) e isso demanda muita seriedade, não apenas com as aulas em si, mas com a técnica da dança do ventre. Como profissional, você deve entender a importância de fazer um trabalho de qualidade. Imagine-se como uma professora de inglês que, sem se dar conta, ensina certas regras erradas aos seus alunos (acredite, eu já tive uma professora assim). Eles poderão sofrer as consequências mais tarde e, muito provavelmente, culparão você por isso. Com a dança é quase a mesma coisa. Além do mais, passar uma má impressão como professora de dança do ventre pode acabar queimando seu filme nesse meio. Por isso, não hesite: antes de ensinar, estude, dedique-se e o mais importante: aprenda a aceitar críticas. Sim, é difícil. Mas depois que o gosto amargo passar, as críticas a farão enxergar os pontos que precisam ser melhorados (e eles sempre existem, até mesmo nas melhores dançarinas). Assim, você e suas aulas já começarão com o pé direito.


Seja profissional. As pessoas estão pagando para que você ensine. Isso significa que, aos olhos delas, você está se colocando como uma "profissional". Faça o seu papel. Chegue cedo para preparar tudo e, assim, começar sua aula na hora certa. Mantenha um ambiente propício ao foco e ao aprendizado (sem crianças correndo em volta ou outras pessoas interferindo na aula). Chegue preparada, com uma ideia do que vai ensinar, e certifique-se de que você está equipada com as músicas e os acessórios necessários. É claro que você deve ser flexível e deixar que a aula tome um rumo diferente do planejado se necessário, mas é sempre bom começar seguindo um plano de aula.


CDs. Leve CDs para cada técnica que você pretende ensinar. Por exemplo, um CD dedicado a solos de percussão, outro com músicas para dançar com véu, etc.


Notas. Prepare papéis com anotações para suas alunas para ajudá-las a lembrar do que você ensinou durante a aula. Pode ser uma lista com o nome dos passos que você geralmente ensina à sua classe de inciantes, uma lista dos ritmos mais usados em aula ou os passos usados numa determinada coreografia. Isso fará com que suas alunas pratiquem a dança em casa com mais facilidade e, assim, elas aprenderão mais rápido.



Conselhos musicais. Recomende às suas alunas uma lista com CDs de músicas árabes para a prática em casa. Elas precisam da música certa para praticarem sozinhas um determinado estilo.


Combinações. Crie combinações que incluam 2 ou 3 passos diferentes, com uma suave transição de um para outro. Assim, suas alunas terão passos para desenvolver e criar outros movimentos a partir deles.


Coreografia X Improviso. Estabeleça um equilíbrio em sua aula - ensine algumas coreografias para que as alunas possam dispor de algo que elas saibam como fazer, e incorpore alguns exercícios livres para que elas possam aprender a improvisar também.


Trabalhe a memória de suas alunas. Se de vez em quando sobra um tempinho durante aula, encoraje suas alunas a trazerem um caderninho de anotações. Assim que ensinar algo novo, dê alguns minutos para que elas anotem o necessário sobre a aula. Isso as ajudará a praticar em casa.

Propaganda é a alma do negócio. Se você oferece suas aulas numa academia, num centro de cultura ou num clube, não espere que o dono do negócio faça todo o trabalho para promover seu curso. É claro, o estabelecimento vai listá-las no catálogo de cursos e isso é uma grande publicidade. Mas não se esqueça de que as aulas são suas também! Então coloque a mão na massa - distribua panfletos quando se apresentar, coloque seus cartões de visita em quadros de avisos de lojas e escolas, crie um site na internet... Você vai atrair mais alunas e quanto maior o tamanho da sua classe, mais o local onde você trabalha vai querer promovê-la.

Fonte: Shira.net