quinta-feira, 24 de março de 2011

Como se tornar uma boa Professora



Muitas dançarinas ao cruzarem a fronteira entre a mera curiosidade e o domínio da técnica básica na dança do ventre almejam se tornar professoras, de forma a perpetuar essa prática que encanta tantas pessoas em todo o mundo.


Entretanto, muitas ficam deslumbradas com seu progresso e não conseguem avaliar criticamente seu potencial como professora, o que é diferente de seu potencial como dançarina.


Dessa forma, dispomos aqui abaixo algumas dicas simples, mas importantes, para a formação de uma professora de dança do ventre. Provavelmente você perceberá que não é nada de mais, mas ter em mente aquilo que é importante para suas alunas será o seu diferencial como professora de qualidade.


Autocrítica é fundamental. Antes de anunciar suas aulas, pergunte a si mesma: você realmente está pronta para isso? É claro que quando estamos empolgadas com um projeto desse tipo nem paramos para pensar se dominamos mesmo a técnica ou se vamos ter a disposição suficiente para ensiná-la. Mas lembre-se de que você será responsável por passar conhecimento a outras pessoas (afinal, você será uma professora como todas as outras, de português, matemática, etc) e isso demanda muita seriedade, não apenas com as aulas em si, mas com a técnica da dança do ventre. Como profissional, você deve entender a importância de fazer um trabalho de qualidade. Imagine-se como uma professora de inglês que, sem se dar conta, ensina certas regras erradas aos seus alunos (acredite, eu já tive uma professora assim). Eles poderão sofrer as consequências mais tarde e, muito provavelmente, culparão você por isso. Com a dança é quase a mesma coisa. Além do mais, passar uma má impressão como professora de dança do ventre pode acabar queimando seu filme nesse meio. Por isso, não hesite: antes de ensinar, estude, dedique-se e o mais importante: aprenda a aceitar críticas. Sim, é difícil. Mas depois que o gosto amargo passar, as críticas a farão enxergar os pontos que precisam ser melhorados (e eles sempre existem, até mesmo nas melhores dançarinas). Assim, você e suas aulas já começarão com o pé direito.


Seja profissional. As pessoas estão pagando para que você ensine. Isso significa que, aos olhos delas, você está se colocando como uma "profissional". Faça o seu papel. Chegue cedo para preparar tudo e, assim, começar sua aula na hora certa. Mantenha um ambiente propício ao foco e ao aprendizado (sem crianças correndo em volta ou outras pessoas interferindo na aula). Chegue preparada, com uma ideia do que vai ensinar, e certifique-se de que você está equipada com as músicas e os acessórios necessários. É claro que você deve ser flexível e deixar que a aula tome um rumo diferente do planejado se necessário, mas é sempre bom começar seguindo um plano de aula.


CDs. Leve CDs para cada técnica que você pretende ensinar. Por exemplo, um CD dedicado a solos de percussão, outro com músicas para dançar com véu, etc.


Notas. Prepare papéis com anotações para suas alunas para ajudá-las a lembrar do que você ensinou durante a aula. Pode ser uma lista com o nome dos passos que você geralmente ensina à sua classe de inciantes, uma lista dos ritmos mais usados em aula ou os passos usados numa determinada coreografia. Isso fará com que suas alunas pratiquem a dança em casa com mais facilidade e, assim, elas aprenderão mais rápido.



Conselhos musicais. Recomende às suas alunas uma lista com CDs de músicas árabes para a prática em casa. Elas precisam da música certa para praticarem sozinhas um determinado estilo.


Combinações. Crie combinações que incluam 2 ou 3 passos diferentes, com uma suave transição de um para outro. Assim, suas alunas terão passos para desenvolver e criar outros movimentos a partir deles.


Coreografia X Improviso. Estabeleça um equilíbrio em sua aula - ensine algumas coreografias para que as alunas possam dispor de algo que elas saibam como fazer, e incorpore alguns exercícios livres para que elas possam aprender a improvisar também.


Trabalhe a memória de suas alunas. Se de vez em quando sobra um tempinho durante aula, encoraje suas alunas a trazerem um caderninho de anotações. Assim que ensinar algo novo, dê alguns minutos para que elas anotem o necessário sobre a aula. Isso as ajudará a praticar em casa.

Propaganda é a alma do negócio. Se você oferece suas aulas numa academia, num centro de cultura ou num clube, não espere que o dono do negócio faça todo o trabalho para promover seu curso. É claro, o estabelecimento vai listá-las no catálogo de cursos e isso é uma grande publicidade. Mas não se esqueça de que as aulas são suas também! Então coloque a mão na massa - distribua panfletos quando se apresentar, coloque seus cartões de visita em quadros de avisos de lojas e escolas, crie um site na internet... Você vai atrair mais alunas e quanto maior o tamanho da sua classe, mais o local onde você trabalha vai querer promovê-la.

Fonte: Shira.net                                                                 




quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

As Mil e uma Noites


Olá meninas...... Hoje vou postar algumas curiosidades do mundo árabe.

Quem nunca ouviu falar nas "Mil e uma Noites"? Você sabe o que essa expressão significa?
As Mil e uma Noites é o título de uma das mais famosas obras da literatura árabe, é composta por uma coloção de contos escritos entre os séculos XIII e XVI.
O que deixa o leitor interessado em ler todos os contos é fato deles interligados, isto é, um é complemento do outro. A obr conta história do rei Pérsia, da Pérsia, que traído pela esposa mandou matá-la, desse momento em diante decidiupassar cada noite com uma mulher diferente, que era degolada na manhã seguinte. Dentre as várias mulheres que desposou, Sherazade foi a mais esperta, realizados os atos de amor físico que acontecem nas noites de núpcias, quando o fogo do amor carnal já se esgotara no corpo do esposo, quando restava o raiar do dia para que a jovem fosse sacrificada, ela começa a falar. Iniciou um conto que suas palavras penetram os ouvidos vaginais do sultão. Suavemente


Com sua esperteza, Sherazade sabia que todo amor construído sobre as delícias do corpo tem vida breve. A chama se apaga tão logo o corpo se tenha esvaziado do fogo. O triste destino é ser decapitado pela madrugada: não é eterno, e então quando as chamas dos corpos já se haviam apagado, Sherazade sopra suavemente; fala, erotiza os vazios adormecidos do sultão. Acorda o mundo mágico da fantasia. Cada estória contém uma outra, dentro de si, infinitamente, e escapou da morte.


As Mil e uma Noites são estórias de cada um. Em cada um mora um sultão e em cada um mora uma Sherazade. Aqueles que se dedicam à sutil e deliciosa arte de fazer amor com a boca e o ouvido podem ter a esperança de que as madrugadas não terminarão com o vento que apaga a vela, mas com o sopro que a faz reacender-se...


As Mil e uma Noites se tornou conhecida no ocidente a partir de 1704, graças ao orientalista francês Antoine Galland.
                                           
                                                      Beijos Khadija Saad